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Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro, 2010

Música: concerto de Ana Deus, 6 de Março de 2010

6 Março

23:00

Villa Community
Avenida dos Aliados, 66 - Porto

Concerto Performativo para a comemoração de um ano de constituição da Associação Terra na Boca.
DONA CHICA é uma senhora de idade, apreciadora de boa mesa, boa cama, belas festas e de música de dança. Os seus gostos e desejos para o "futuro" são revelados por cima de batidas fortes e rifs de guitarras roucas. "Eu que sou velha quero a coisa mais tenra do mundo..." canta ela em "Teoria dos contrastes". Na parede, em vídeo, projectam-se corpos dançantes, de idosos "gaiteiros", de todos os tempos. voz Ana Deus programações João Alves vídeo Sofia Lomba

Preço 10€ * 15€ **

Inclui - Oferta de inscrição de Amigo Terra na Boca, no valor de 20€, para usufruir no primeiro quadrimestre ou como desconto na jóia anual (excepto nos espectáculos MALACORPO e Solo Lesson Show no Teatro Helena Sá e Costa); - Porto de Honra; - Sorteio de um Curso de Chacras.

* Transferência bancária até 28 de Fevereir…

o mais feio de todos

Já perdi a conta às vezes que me aturaste. Em que ao ouvires a minha voz apagada disseste “isso não é nada, rapaz”. Do trabalho aos namoros, tenho dias que só me apetece mandar tudo à merda, família, amigos, tudo positivamente. É nessas ocasiões que qual messias, o telefone toca e lá vens tu com uma palavra ponderada, esclarecido como poucos, o homem que também puxa a minha carroça para a frente.

Miguel, ainda te lembras do dia em que começámos a crescer juntos?, eu tenho isso bem presente: Era Julho, apareceste em Lisboa com o teu pai e ficaste lá em casa, mesmo depois dele ter regressado a Odemira, a partilhar as tuas férias comigo. Jogámos à bola juntos, andámos na rua a derrotar ao keips todos os ranhosos da Feliciano de Sousa (este gajo foi um sindicalista dos inícios do século XX, sabias?) e fomos de certeza à bola, ver o Atlético levar no pêlo - uns anos depois destes primeiros episódios, estivemos no velho estádio da luz a assistir a uma partida de futebol da Taça de Portugal…

workshop Lúcia David à volta dos livros, na livraria Index

Este workshop é dirigido a alunos do ensino secundário e adultos com interesses em artes plásticas e tem como intenção uma primeira abordagem ao mundo de Bookarts (Livros de Artista).


Pretende-se que os participantes, ao olhar para um livro, possam reconhecer e identificar os seus componentes, repensar os conteúdos, reconstruir a forma.


DATAS

18 FEV – 5ª feira - 14:30 às 17:30. Público-alvo: adulto.

Pagamento: 15 € por participante - a sessão realiza-se com um número minímo de 15 participantes.



19 FEV – 6ª feira

SESSÃO – 10:00 às 13:00 e das 14:30 às 17:30. Público-alvo: adulto.

Pagamento: 30 € por participante - a sessão realiza-se com um número minímo de 15 participantes.



NOTA:

A inscrição poderá ser realizada via correio ou correio electrónico.

No dia 18 de Fevereiro de manhã realiza-se uma sessão para o público-escolar. Para mais informações, por favor, contactar: geral@indexlivraria.com

agridoce

Ainda respiras? Não te sinto a pulsação. Para mim é quase como se tivesses morrido. O teu corpo está frio. Que horror! não te sabes agasalhar antes de te deitares aqui comigo? Não sou nenhuma botija de água quente, rapariga. Ter de dormir com um cadáver (ausente) é algo desagradável. Nem o teu cheiro fica nos lençóis. Qualquer dia deita-se aqui outra moça, igualmente friorenta, que monopolize a roupa de cama e eu ficarei impotente para travar o súbito das nossas memórias.
Prefiro que a minha futura seja carinhosa, tu eras brutinha, em vez de me amaciares a carne, tonificares a pele com meiguice, desatavas apelar ao repentismo da aeróbica e fazias de mim um joguete entre a cabeceira e os pés da cama. Bem podia espernear ou gemer aos teus ouvidos, que a menina nada de ser cooperante ou compreensiva. Um abuso. Deixei mesmo de nadar aos Sábados de manhã por tua causa: explica-me, onde e como poderia eu encontrar forças suficientes para vencer uma piscina olímpica depois de uma noite de p…

do pai

Pai, o que nós podíamos ter pescado, Pai. Aproveitar os Verões no Alentejo e pescar o tempo inteiro; o rio Mira, na Casa Branca puxava-nos. Era sairmos da casa da Avó, sozinhos, sem a Mãe, nem o Paulo - que já nem passava as férias connosco - e zarparmos. Estávamos só a 10 minutos de caminho, Pai. Tínhamos o carro às ordens, ninguém nos incomodava, e lá iríamos nos para o pontão do braço de rio.
Por mim teria abdicado de todas as manhãs de praia: como eu detestava acordar ao som das mulheres da casa, vestir os calções de banho, uma t-shirt e por uns sapatos e ir para Milfontes, Pai. Eu era a única das crianças da casa a resmungar com toda aquela azafama, injusta e injustificada – o primo Miguel por vezes alinhava no boicote, mas só às vezes, e só uma gripe ou o nevoeiro de S. Luís impedia que gastássemos tanta gasolina e energia para estarmos à beira-mar. Tu, mesmo lá pescavas, sozinho, ias para as rochas, lembras-te? Sim, as rochas, as das praias das Furnas. Eu receava subir ao alto…